Mande suas perguntas!

Neste blogue, procuro explicar a realidade em palavras simples, baseando-me nos conceitos da psicanálise.

Procuro, com isso, ajudar as pessoas a compreenderem as comportamentos muitas vezes surpreendentes que vemos no dia-a-dia, lemos nos jornais e vemos na internet ou na TV.

Ficarei feliz em responder suas dúvidas. Deixe suas perguntas no formato de  comentário nesta página.

Respostas

  1. Dr. Julius, gostaria de saber sua opinião sobre o comportamento do Senador Agripino Maia, na ocasião em que perguntou à Dilma se ela seria confiável uma vez que havia mentido na ditadura. Esta pergunta me intrigou pelo seguinte: a resposta é obvia: ela mentiu na ditadura para proteger colegas que participavam do mesmo movimento. Portanto, pressuponho que o senador sabia a resposta. Se ele sabia, imagino que a pergunta tenha sido feita como uma armadilha: obrigar a interlocutora a falar sobre sua atuação na época da Ditadura – defendendo tal atuação ou omitindo-se. Entretanto, se há uma racionalidade, uma lógica na pergunta, ainda me espantam a frieza e o cinismo. Trata-se de uma que passou por tortura e que foi forçada a falar ou a mentir sob tortura. Quando o senador faz a pergunta, de um jeito ou de outro ele desmerece o fato “tortura”, como se ele não tivesse ocorrido ou como se fosse normal? E nesse sentido se associa aos torturadores? Se ele faz isso, conscientemente ou não, em uma postura de interrogador, não se pode dizer que ele gostaria de estar na posição de torturador? O comportamento do senador pode ser qualificado como sadismo ou como sociopatia, em que haveria uma impossibilidade dele em se colocar na posição da interlocutora, fazendo reviver o momento da tortura? Desculpe-me se não pude ser tão sucinto quanto gostaria, mas gostaria que me respondesse, pois é um comportamento que se repete em inúmeros casos e pessoas em nossa sociedade, ou até mesmo no mundo, no meio jornalístico e fora dele, e que gostaria de compreender melhor. Obrigado

  2. Gostaria que o dr. me explicasse o motivo pelo qual certa classe social se afeiçoa de maneira profunda com a astrologia e outras superstições.

    Desde já, obrigado.

  3. Prezado Dr. Julius,

    Ouvi dizer que uma famosa dupla de humoristas, Arnaldo Jabá e Arnaldo Fedor, na verdade é uma única pessoa, que sofre de esquizofrenia. Isso é verdade? Esse tipo de situação pode acontecer?

    Agradeço seu esclarecimento, desde já.

    Robson

  4. Caro Dr. Julius Sodenberg
    Abaixo uma matéria que “pesquei” na blogosfera.
    Teria o Sr. já feito algum estudo sobre essa estranha doença, e no caso afirmativo, poderia compartilha-la conosco?

    “Segundos estudos divulgados pelo Blog do Briguilino entre 5 e 7% dos brasileiros sofrem de uma doença rara, inexistente em outros lugares do mundo: o TOCAL – Transtorno Obsessivo Compulsivo Anti Lula.
    Apesar do trabalho heróico dos cientistas a cura não foi encontrada ainda. O tratamento paliativo consiste em manter a pessoa longe da mídia alucinada brasileira. Recomenda-se que o doente assista apenas documentários e filmes estrangeiros e em hipótese nenhuma sintonize algum canal aberto ou de notícias brasileiro. Leitura somente de romances franceses do século XIX.”

  5. Dr. Julius,

    Como o estudo das profundezas da mente humana pode explicar a tendência de certas pessoas em anunciar com grande convicção que pessoas famosas e importantes são suas amigas de longa data, apesar de que todas as evidências contrariam essas afirmativas, com faz o Governador Zé Chirico, enquanto apenas posou ao lado destes para tirar algumas fotos.
    Ex: amigo do Rei do Baião Luiz Gonzaga; amigo da “Pop Star” Madona e do seu namorado Jesus; amigo do Arnold (exterminador do futuro), etc.

    Cordiais saudações
    Roberto Telles

  6. Caro Dr. Julius,

    Parabéns pelo site! Gostaria que o Sr. comentasse sobre “jornalistas” reacionários como o Reinaldo Azevedo e o Augusto Nunes, ambos da Veja On-line:

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

    Ansioso, aguardo resposta.

    Obrigado

    ZS

    • Prezado Zé Sérgio,

      Não vou analisar o caso deles individualmente. Já fiz uma análise de certos tipos da imprensa que pode ajudar a sanar sua dúvida: http://drjulius.wordpress.com/2010/01/18/90/

      Obrigado.

  7. Olá, parabéns pelo site!

    Eu gostaria de entender melhor o ódio que algumas pessoas apresentam, quando alguns temas surgem num diálogo. Dentre os temas estão: “eu não voto em mulher, pois por princípio não acredito que nenhuma mulher seja capaz de governar nada”; “eu odeio tudo o que Lula faz, independente do que estejam falando”; “eu odeio a forma como os governantes estão conduzindo meu país”; “eu tenho ódio desta gente que prefere receber o bolsa família, colocar o filho na escola e não trabalhar”.
    Enfim, o tipo que tem ódio sem argumentação. “Não vi, não gostei e tenho raiva de quem gosta”.
    Eu quero entender este ódio sem fundamentação, que geralmente ocorre contra minorias, contra a diversidade. Tem um endereço específico este ódio.
    Grata

    • Expliquei o caso do Boris C. (http://drjulius.wordpress.com/2010/01/05/boris-garis/), que é emblemático, mas não dá conta de todos os tipos. Como disse, depende do caso a caso, não há uma explicação única, do ponto de vista psicanalítico. A psicologia social e a sociologia podem ajudar mais que a psicanálise, neste ponto.

  8. Caro Dr Julius,por favor me socorra!!!
    É possivel dizer alguma coisa sobre essa criatura???
    http://douglasyamagata.blogspot.com/2010/02/diogo-mainardi-afirma-que-bossa-nova.html
    Nao o Douglas,e sim,o diogo.
    Penso que a patologia da qual essa pessoa padece,ainda nao foi descrita nos alfarrabios medicos!!

    • Prezada Marcia,

      Comecei a estudar o caso dessa pessoa, após receber sua mensagem. Mas confesso que depois de ler alguns dos seus escritos, não consegui continuar. A análise psicanalítica, mesmo que sob forma não terapêutica, exige um mínimo de aproximação com a pessoa analisada. Mas não consegui criar essa aproximação. Ao ler as coisas que ele escrevia, fui descobrindo um cinismo tão intenso que fiquei em dúvida se aquilo era mesmo sério ou uma página de humor.

      Conclui que não posso analisá-lo, porque ele é um personagem de si mesmo. Melhor deixá-lo no seu canto e não perder tempo com ele. É assim que ele ganha a vida e satisfaz sua vaidade.

      Como dizia Sêneca: não existe uma idéia tola no mundo que não encontre um filósofo que a defenda. Poderíamos parafraseá-lo dizendo, do caso em questão: não existe filósofo tolo no mundo que não encontre um tolo maior que lhe dê ouvidos…

  9. Dr Julius
    Já houve análise sua sobre o jornalista Ivo Patarra, que escreveu o livro “O Chefe”, que faz uma compilação das notícias da mídia golpista sobre o mensalão.

    • Não. Ainda não pude ler o livro. Existe alguma pessoa específica de quem eu poderia fazer um estudo com base na psicanálise?

  10. Estou refletindo a respeito da ansiedade como ponto de partida para analisar o consumismo ou sistema capitalista. Imagino que é a ansiedade da ausência (Thanatus, pode explicar isto?) que modelará filosófica e psiquicamente o indivíduo e a sociedade. Isto porque, uma vez ciente da morte, ou nasce a sua negação (da perda) o que leva a ansiosa corrida por apropriações, ou uma resignação, já que inevitavelmente tudo desaparecerá ou se transformará.
    Será que é possivel refletir por esta linha?
    Obrigado.
    Nilo (Porto Alegre ) Se não for possível uma reflexão, por favor, indique (abusando) alguma bibliografia a respeito.

    • Ontem ao deitar, aprofundei um pouco mais a respeito do tema. Desprovido de
      referências bibliográficas especializadas ou de experiências de análise, busco alguns lusco-fuscos filosóficos (leituras) que possam esclarecer o problema (influências de leituras da área de comunicação e da psicologia).
      Lembrei que a ansiedade antecede a consciência da morte. Quando o sujeito vem a experienciar alguma morte, a ela associa, simbolicamente, todo o significado de impotência, mas isto é mais tarde.
      Pelo que recordo, a ansiedade origina-se no primeiro estágio da infância. Ausência e presença, prazer e dor determinam as frustrações primárias e são o
      momento básico para a plena individuação (Jung). É na passagem desta fase
      ególatra para a seguinte que amadurecem as estratégias psíquicas futuras,
      isto tudo graças à relação com o provedor (mãe, pai, avó, não importa o papel
      externo no momento, somente a função).
      Pelo que já li, e pouco, diga-se, estas frustrações estabelecem o estágio
      primário (muito, diga-se) de ingresso na sociedade. É a relação provedor-criança (de constantes e graduais frustrações) que a tornará um indivíduo, uma fórmula cruel e inevitável para a individuação. Será isto mesmo?
      Se, imagino, a interação estabelece a diferença (entre quem provê e quem recebe as provisões), estaria aí a raiz para explicar a forma como o futuro adulto considerará a questão da posse e as frustrações? Podemos, pois, conjeturar que as estratégias (impostas e descobertas) para o enfrentamento das frustrações estabelecem individuações distintas e daí encontrar um corpo teórico que explique as tais obsessões (compulsões diversas, sendo o consumismo o ponto aonde quero chegar)?
      A morte, por enquanto, fica à deriva, pretendo, porém, retornar ao seu simbolismo, já que penso (aí não tenho referência) ser ela o suprassumo da impotência.
      Se tudo isto é uma total bobagem, se é uma salada com múltiplas frutas sem qualquer harmonia de sabores, por favor, aponte os descaminhos.
      Muito obrigado
      Nilo Cabral (POA)

  11. Dr cultivo ha algum tepo,a sensacao de que o william wack padece de alguma psicopatia.Aquele olhar,aquele jeito sarcastico,aquela declaracao de amor pra Fabiana Scaranzzi!
    O Sr ja analisou esse caso?O que lhe parece?

    • Prezada Marcia,
      Nunca analisei o caso do William Wack e, infelizmente, não poderei atender a seu pedido. Tenho o hábito de não assistir o telejornal apresentado pela dupla de jornalistas que você cita, nem aquele outro programa apresentado por ele no canal Globonews. Para fazer qualquer análise, especialmente do olhar e da paixão talvez reprimida a que você se refere, eu teria que assistir várias edições desses programas. Espero que você compreenda, mas prefiro evitar tamanho incômodo.
      De qualquer maneira, pelo que me lembro, você pode ter pego uma boa pista com o olhar sarcástico. Costuma ser revelador não só de psicopatias tratáveis pela análise psicanalítica, como de outros transtornos que demandam tratamentos mais radicais.

      • Caro Profesor,ainda que frustrada,diante do seu exposto e das suas justificativas,nao tenho argumentos suficientes(Seriam necessarios muitos),para tenta lo fazer mudar de ideia.
        Confesso que nao sou telespectadora assidua do referido telejornal,mas,eventualmente,quando passo por ali,fico hipnotizada com o olhar dele,imaginando em qual F(CID 10),ele se enquadaria.É implesmente inevitavel!
        Tenho certeza absoluta que ele tem um F,assim mesmo,maiusculo.Portanto,nada tratavel com psicoterapia,isso ele ja deve fazer para um minimo de controle,senao ja estaria recolhido a alguma clinica especializada(Talvez ate fazendo eletroconvulsoterapia).
        Penso que esse caso da no mimimo,uma tese de doutorado e,quiça um livro,ou melhor,um compendio!!

  12. Caro Dr. Julius Sodenberg,

    Algum mal psíquico acomete o Sr. Presidente do STF, Gilmar Mendes? Pergunto porque a mim, como leigo, parece que referido senhor tem comportamento bastante estranho e inadequado a quem detém o poder de proferir decisões que podem mudar radicalmente a vida de quem se vê na contingência de bater às portas dos tribunais.

    Um exemplo menor, é muito intrigante aquele bico que essa pessoa ostenta, emprestado do Pato Donald quando está bravo ou de Marlon Brando em sua interpretação de Don Corleone quando simula suavidade, não sei qual hipótese seria mais terrível.

    Seria possível que alguém venha a perder uma causa unicamente em razão do advogado guardar vaga semelhança ao pai desse magistrado?

    Parabéns pelo seu brilhantismo na exploração da senda aberta, até onde sei, por Freud em seu estudo sobre o presidente americano Woodrow Wilson.

    Atenciosamente

  13. Dr. Julius sodenberg,
    .
    Eu acredito que muitos brancos burgueses são contra cotas raciais por medo de uma concorrência qualificada. Mas gostaria de uma explicação aprofundada para tudo isso. Eles estão em pânico.

    • Prezado Chico Mendes,

      Não tenho elementos para corroborar sua tese de que “muitos brancos burgueses são contra cotas raciais por medo de uma concorrência qualificada”.

      Seu raciocínio supõe um cálculo racional, e normalmente o preconceito e a discriminação não se baseiam em elementos racionais.

      Você não acha que muitos “brancos burgueses” são contra as cotas raciais porque são racistas e preferem que o racismo brasileiro continue um racismo encoberto?

      • Vossa pergunta na resposta respondeu a minha pergunta. Obrigado Dr.

  14. Gostaria de conhecer sua an[alise sobre as palavras de Boris Casoy sobre os Garis …

    Obrigado!

  15. Dr.Sodenberg, Gostaria de Parabenizá-lo, pois o Sr. está cumprindo o proposto, “O mundo explicado pela psicanálise, de uma maneira fácil de entender. “.
    Então gostaria de Propor algo que até agora é misterioso para mim:
    – Levando em consideração que a mídia de massa tradicional brasileira age como Bando, reagindo à excitação instintivamente e agindo em ataque e defesa coordenadamente, comparáveis a um cardume de serrasalminae;
    Analise por favor, como um grupo antes tão diversificado, fomentador de mentes criativas e humanas, regrediu a ordem natural darwiniana para estes cabeças-de-peixe atuais em vias de extinção.
    Outro grupo que aparenta alguns parcos indícios do mesmo mal é o de Exmos do STJ brasileiro..

  16. Prezado Dr. Sodenberg,
    com relação ao cidadão Cérsar Benjamin, ele poderia sofrer de recalque por não ser o garotinho ao qual o presidente se referiu ou sofreria com a síndromr de Asperger?
    Obrigado e continue firme!
    Abraços.

    • Obrigado pela sugestão. O caso do Cérsar Benjamin parece um caso intrigante. Vou pesquisar um pouco mais sobre a pessoa e em breve publicarei meu parecer.

    • Finalmente, consegui responder sua pergunta. Veja em http://wp.me/pHgOK-C


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