Recebi mensagem pedindo que analisasse o caso do menino Zezinho, um garoto da Móoca que vinha desenvolvendo, desde a infância, vários comportamentos bastante importantes. Hoje já adulto, transformado em famoso político e ocupando um alto cargo público, vários dos sintomas que ele apresentava na infância e que eram tomados como esquisitices hoje desenvolveram-se em profundidade e tomaram conta de seu ego expansivo.
Como médico psiquiatra, posso garantir que o menino Zezinho tem um quadro gravíssimo de paranóia relacional. Esse menino tem várias características apresentadas por Freud em sua correspondência com o dr. Fleshsig, sobre o caso do paciente Schreber: altíssima excitação que o leva à permanente atividade e insatisfação, megalomania, transferência das causas de suas falhas e defeitos a outras pessoas, objetos ou situações e desprezo pela opinião alheia.
Muito se discute sobre as origens desses comportamentos. Teriam base neurológica ou dever-se-iam à situações vivenciadas durante a infância? Em sua correspondência com o médico russo Schewitsch, Freud também destaca que não atribui grande importância às bases neurológicas da doença, no que se aproxima das opiniões de Fleissmain, que elenca a paranóia como uma perversão do indivíduo que, a partir de suas pretensões conscientes, apodera-se de seu inconsciente.
O psicanalista Quinet afirma que a paranóia instala na mente do seu portador a “certeza delirante”. Esta transformação do imaginado/sublimado em um real inconteste leva o paranóico a confundir-se com o ideal que representa. Isto explica porque os paranóicos buscam posições de poder, assumindo posturas auto-messiânicas.
Em suma: o caso desse menino já era grave na infância. Temo que agora, depois de adulto, a gravidade de seu quadro traga más consequências não somente para ele, mas para aqueles que estiverem expostos às suas ações.
onde vc anda?
Por: orlando gusela em 23/07/2010
às 22:51
onde vc anda? Caramba.
Por: orlando gusela em 23/07/2010
às 22:50
Dr.Sodenberg, Gostaria de Parabenizá-lo, pois o Sr. está cumprindo o proposto, “O mundo explicado pela psicanálise, de uma maneira fácil de entender. “.
Então gostaria de Propor algo que até agora é misterioso para mim:
– Levando em consideração que a mídia de massa tradicional brasileira age como Bando, reagindo à excitação instintivamente e agindo em ataque e defesa coordenadamente, comparáveis a um cardume de serrasalminae;
Analise por favor, como um grupo antes tão diversificado, fomentador de mentes criativas e humanas, regrediu a ordem natural darwiniana para estes cabeças-de-peixe atuais em vias de extinção.
Por: gaio grimald em 24/12/2009
às 13:56
A resposta está em http://drjulius.wordpress.com/2010/01/18/90/
Por: julius sodenberg em 13/02/2010
às 23:49
Prezado Jimmy,
Para avaliar corretamente a sintomatologia e sua relação com o uso de esterco de vaca seco como agente fumígero, seria necessário ter acesso a uma informação-chave para o diagnóstico: qual foi o nível de ingestão da fumaça? O usuário tragou ou apenas encheu a boca de fumaça e a soltou?
De qualquer maneira, parece-me claro que os sintomas aqui tratados realmente se encaixam na paranóia relacional. Caso haja o uso do esterco bovino seco, ou qualquer outro agente fumígero, seu efeito será irrelevante para o surgimento do comportamento descrito.
Por: Dr. Julius Sodenberg em 18/11/2009
às 21:42
♫ A sintomatologia é muito semelhante àquela dos que fumam cocô de vaca seco, crentes que se trata de maconha. Seria esse o caso do MeChirico Batraquiófago ainda criança? Esclareça-me, por favor, doutor… ☺☺☺
Por: Jimmy Cricket em 08/11/2009
às 18:52
Prezado Jimmy,
Para avaliar corretamente a sintomatologia e sua relação com o uso de esterco de vaca seco como agente fumígero, seria necessário ter acesso a uma informação-chave para o diagnóstico: qual foi o nível de ingestão da fumaça? O usuário tragou ou apenas encheu a boca de fumaça e a soltou?
De qualquer maneira, parece-me claro que os sintomas aqui tratados realmente se encaixam na paranóia relacional. Caso haja o uso do esterco bovino seco, ou qualquer outro agente fumígero, seu efeito será irrelevante para o surgimento do comportamento aqui descrito.
Por: Dr. Julius Sodenberg em 18/11/2009
às 21:43